20 de setembro de 2017

Opinião Contemporânea: ''Nada'' de Janne Teller




''Nada'' é um pequeno livro (tanto a versão original como portuguesa andam pelas 150 páginas) que foi lançado recentemente pela Bertrand e que li o início deste mês. 

Foto de Crónicas de uma Leitora.Pelo que pesquisei e entendi, o livro é original da Dinamarca, sendo a autora dinamarquesa e já foi lançado há uns anos. Foi muito polémico no seu país e restantes países nórdicos, foi banido mas depois ganhou imensos prémios, foi novamente reimpresso e agora é de leitura obrigatória na escola.

''Nada'' começa com Pierre, um jovem que está totalmente desmoralizado da vida e do querer viver. Percebe que se vamos todos morrer porque é que havemos de viver. A vida não vale a pena, para ele NADA vale a pena. Por isso decide subir a uma árvore e por lá ficar, pregando esta sua nova filosofia a quem queira e não queira ouvir.

Quem não concorda com ele, são os seus colegas de turma, que acham que Pierre endoideceu e por isso decidem provar-lhe que a vida tem um significado e que sim, vale a pena viver. A maneira que encontram para mostrar os significados pelo quais valem a pena viver, é cada um escolher algo que goste muito e que tenha de sacrificar em prol deste bem maior. Esta teia de significados começa com coisas simples, nomeadamente objectos pessoais mas à medida em que cada um desafia o outro a arriscar cada vez mais, a teia de significados começa a ser cada vez mais perigosa e macabra, envolvendo animais de estimação, cabelo e até objectos valiosos.

Este livro é um exemplo que o tamanho não influencia o conteúdo pois em 150 páginas, fiquei perturbada. Entendo perfeitamente porque é que foi banido. É um livro polémico, que desafia a moralidade e incita a que reflictamos sobre a nossa vida, sobre o que realmente vale a pena, sobre aquilo que gostamos, aquilo que não nos importaríamos de deixar.
O rumo que a pilha de significados toma é perigoso e mórbido mas realmente deixa-nos a pensar. O curioso do livro é que ele não nos é narrado pelo Pierre, mas sim pela Agnes, uma rapariga do grupo da pilha dos significados e é interessante ver o que ela acha que seja moral ou imoral, à medida que os colegas vão-se desafiando uns aos outros. Há também outra personagem a quem dado algum destaque - a Sophie - e os restantes personagens do grupo também são bastante diversos em etnias e na religião, criando aqui mais controvérsia.

Não dá para falar muito sem revelar tudo mas posso dizer que o livro não é nada previsível, nunca sabemos o que vai acontecer, porque parece não haver limites. Só fiquei um pouco em dúvida com o livro, porque aqui é falado que estão no 7º ano de escolaridade. Não sei se o 7º ano na Dinamarca é o mesmo que cá, mas para mim, quem está no 7º ano é uma criança, quanto muito um pré-adolescente, como são chamados agora. O facto de serem crianças, ainda dá uma aura de maior horror ao livro, pois aqui são descritas cenas mesmo macabras. Eu nem dúvido que crianças desta idade possam fazer algo assim, pois hoje em dia são tão confrontadas com violência na televisão e na internet, que tenho a certeza que isto poderia acontecer. Mas há cenas tão gráficas que fiquei um pouco na dúvida na idade da protagonista e dos restantes.
Sei que vai dividir opiniões mas eu achei-o mediano. Percebi a ideia da autora mas não quero dizer que tenha gostado do rumo que o livro levou. Mesmo assim aconselho.


Fortemente comparado a O Senhor das Moscas, Nada é um livro bastante polémico, chocante e que convida à reflexão.
Pierre Anton acha que nada vale a pena, a vida não tem sentido. Desde o momento em que nascemos, começamos a morrer. A vida não vale a pena! O rapaz deixa a sala de aula, sobe a uma ameixieira e lá fica. Os amigos tentam fazer de tudo para o tirar de lá, mas nada resulta. Decidem então pôr em prática um plano: fazer uma «pilha de significado».
Mas cada um começa a desafiar os outros para que faça sacrifícios cada vez mais sérios e à medida que as exigências se tornam mais radicais, tudo aquilo toma uma dimensão mórbida e os acontecimentos precipitam-se para um final arrasador. E se, depois de todos aqueles sacrifícios, a pilha continuar a não ser capaz de fazer descer Pierre Anton?

 

19 de setembro de 2017

A Sair do forno: ''A Boa Filha'' de Karin Slaughter


A boa filha (HarperCollins) (Portuguese Edition) by [Slaughter, Karin]



A HarperCollins está mesmo a apostar nesta autora e prova disso é que o seu mas recente trabalho publicado - que saiu lá fora agora em Agosto - já está a caminho do nosso país. Falamos de ''The Good Daughter''.
O novo e deslumbrante romance de uma das autoras mais vendidas do panorama literário internacional: Um thriller absorvente que mistura suspense psicológico com a investigação de um mistério por resolver.
Duas meninas são obrigadas a entrar no bosque com uma pistola apontada. Uma foge para salvar a vida. A outra fica para trás.
Há vinte e oito anos, um crime horrível sacudiu a feliz vida familiar de Charlotte e Samantha Quinn. A sua mãe foi morta. O seu pai, um conhecido advogado de defesa de Pikeville, ficou prostrado de dor. A família desfez-se irremediavelmente, consumida pelos segredos daquela noite pavorosa.
Transcorridos vinte e oito anos, Charlie tornou-se advogada, seguindo os passos do pai. É a filha ideal. Mas quando a violência volta a aumentar em Pikeville e uma grande tragédia assola a localidade, Charlie vê-se imersa num pesadelo. Não só é a primeira pessoa a chegar à cena do crime, mas também o caso desperta as recordações que tentou manter à margem durante quase três décadas. Porque a surpreendente verdade sobre o acontecimento que destruiu a sua família não pode permanecer oculta para sempre.
Cheio de voltas e reviravoltas inesperadas e transbordante de emoção, A boa filha é um romance apaixonante: suspense em estado puro.
Mais um thriller para as nossas estantes!
Gostaram? Digam-nos se ficaram curiosos!
Sai dia 1 de Outubro

Opinião Contemporânea: "Os Muitos Nomes do Amor" de Dorothy Koomson



É publico que sou fã desta escritora que tanto adoro, mas chegou o dia em que um livro dela não me fascinou e fico desde já muito triste em confessar isso. Apesar de ter uns preferidos e outros menos preferidos, este foi de longe o que menos gostei, mas já explico as minhas razões.
Como sempre a escrita de Dorothy Koomson é impecável. As suas personagens são mais que reais, tal como as situações em que elas estão envolvidas. Neste caso a adopção é o tema principal, e a autora soube desenvolvê.-lo muito bem. Os cenários sempre perfeitamente descritos. A questão aqui foi mesmo a história que ela conta. Eu não sou fã de romances familiares, em que 90% da história é sobre a irmã, sobre a avó, sobre a mãe, etc. E foi isto que encontrei mais por aqui.
Os livros que menos gostei de Dorothy Koomson foram aqueles que tiveram mais suspense e menos romance. Aqui o suspense também está presente, mas em muito menos quantidade, por isso nem aí fui buscar o entusiasmo. Tudo se desenrola demasiado em volta do passado de Clemency e em certa altura até parece que se começam a repetir as mesmas cenas.
A prima de Clemency mesmo assim ainda acabou por dar algum ânimo à leitura, visto ser tão desprezível!!
A questão da avó já não é nova, mas sempre contribuiu para desviar do tema central e para um final melhor em que mesmo nas últimas páginas se desenrolou a mais parte da história e dos segredos desta. Melhorou mas também não fiquei fã já que foi muita informação demasiado rápido. Pelo menos o choque foi grande e contribuiu para fechar o livro com o coração ainda a bater depressa. Ponto positivo.
De resto, gostei dos momentos no café, mas não gostei do final deste personagem. Tyler não foi o meu preferidos, apesar da minha opinião no final ter melhorado alguma coisa.
Clemency Smittson foi adotada em bebé, e a única ligação à mãe biológica é um berço de cartão com borboletas pintadas à mão. Agora adulta, e em constante conflito com sentimentos de perda e rejeição, decide mudar drasticamente de vida e voltar a Brighton, a cidade onde nasceu.
Mas Clem não sonha que é lá que vai encontrar alguém que sabe tudo sobre a sua caixa das borboletas e a verdadeira história dos seus pais biológicos.
E quando percebe que nem tudo é o que parece, e que talvez tenha sido injusta com aqueles que mais a amam, haverá tempo para recuperar o que foi perdido?

A Sair do Forno: ''Fogo Secreto'' de C.J. Daugherty e Carina Rozenfeld




Olhem a Civilização ainda é viva.

Ainda sem sinopse

Sai em breve.

A Sair do forno: "A sombra da Noite" de Robert Bryndza




Numa noite quente de verão, a inspetora-chefe Erika Foster é chamada à cena de um crime. A vítima, um médico, é encontrada asfixiada na cama. Tem os pulsos amarrados e os olhos parecem querer saltar-lhe das órbitas através do saco de plástico transparente que lhe cobre a cabeça e o sufocou. Alguns dias mais tarde, outra vítima é encontrada exatamente nas mesmas circunstâncias. À medida que Erika e a sua equipa intensificam as investigações deparam-se com um assassino em série inteligente e calculista - que persegue e sabe tudo sobre as vítimas antes de escolher o momento certo para atacar.
As vítimas são homens solteiros, com uma vida muito reservada e um passado envolto em segredo. Porém, podem não ser as únicas pessoas a ser observadas... Erika começa a receber mensagens enigmáticas e a sua própria vida corre perigo. Ela tudo fará para desvendar o mistério que rodeia estes crimes, ainda que isso signifique arriscar a sua carreira na polícia. Imperdível!

Na sombra dia 13 de Outubro!

Continuação de:
 

A Sair do Forno: ''Espada de Vidro'' de Victoria Aveyard




O novo e eletrificante capítulo da série Rainha Vermelha intensifica a luta de Mare Barrow contra a escuridão que cresceu na sua alma…
O sangue de Mare Barrow é vermelho mas a sua capacidade Prateada, o poder de controlar os relâmpagos, transformou-a numa arma que a corte real tenta controlar. A coroa acusa-a de ser uma farsa, mas quando ela foge do príncipe Maven – o amigo que a traiu –, Mare faz uma descoberta surpreendente: ela não é a única da sua espécie.
Perseguida por Maven, Mare parte para descobrir e recrutar outros combatentes Vermelhos e Prateados que se juntem à batalha contra os seus opressores. Mas Mare encontra-se num caminho mortífero, em risco de se tornar exatamente no tipo de monstro que está a tentar derrotar.
Será que ela vai ceder sob o peso das vidas exigidas pela rebelião?
Ou a traição e a deslealdade tê-la-ão endurecido para sempre?


Sai em Outubro! 

18 de setembro de 2017

Opinião Young-Adult: "Legend" de Marie Lu




- Contém Spoilers - 
 
Sendo um livro publicado em 2014 e lido em 2014, a razão de só agora postar a opinião foi mesmo porque ela andou este tempo todo no meu telemóvel e só agora conseguir pegar nos tópicos e torná-la num texto.
 
Porque será que as cicatrizes são sempre de orelha ao queixo? (cara de Chian) Já li esta descrição n vezes em n livros.
Não gostei da expressão "prima" tal como não gostei da tradução brasileira.
Gostei do pormenor da indicação de quem é o POV no canto superior da página. Assim não nos baralhamos quando há alterações bruscas ou não de quem está a contar a história.
Gostei das explicações que tanto Day como June fazem do que observam. Não descrevem apenas, mas têm um raciocínio lógico apesar de ser tudo programado pela autora.
Achei que as descrições, principalmente as dos uniformes, perdiam um pouco por serem em tão grande número e tão diferentes, dispersando a nossa atenção em certo momento.
A coincidência de serem os dois prodígios 1500/1500 foi um pouco exagerada. Ela podia ter tido menos pontuação já que era de uma família rica e ele então ter a pontuação máxima, por exemplo. São demasiadas coincidências e desnecessárias.
A morte da mãe de Day foi a maior surpresa! Thomas pelo contrário não me surpreendeu nada.
A autora tem boas descrições, mas não conseguiu transmitir uma química forte entre os protagonistas. Achei tudo muito precoce e sem faísca. De qualquer forma, agora que passou tanto tempo vou tentar reler em português e talvez continuar.
Outrora conhecida como a costa ocidental dos Estados Unidos, a República é agora uma nação em guerra permanente com as vizinhas, as Colónias.
Nascida numa família de elite num dos distritos mais abastados da República, June, aos quinze anos, é um prodígio militar. Obediente, entusiasmada e dedicada ao seu país, está a ser aperfeiçoada para fazer parte dos círculos mais elevados da República.
Nascido num dos bairros de lata do Setor Lake da República, Day, também com quinze anos, é o criminoso mais procurado da República. Mas talvez os seus motivos não sejam tão maliciosos quanto parecem. Pertencendo a mundos muito diferentes, não há motivo algum para que os caminhos de June e Day se cruzem - até ao dia em que o irmão de June, Metias, é assassinado, e Day se torna o principal suspeito. Agora, apanhado no derradeiro jogo do gato e do rato, Day corre pela sobrevivência da sua família, enquanto June tenta desesperadamente vingar a morte do irmão.
Contudo, numa reviravolta chocante, os dois descobrem a verdade daquilo que verdadeiramente os levou a encontrarem-se, e a que ponto a nação de ambos está disposta a chegar para manter os seus segredos.
Repleto de ação imparável, suspense e romance, o fascinante primeiro romance de Marie Lu irá certamente comover e arrebatar os leitores.

Opinião Contemporânea: "Um mais um" de Jojo Moyes


Apesar de ser uma autora com já alguma fama, foi há dois ou três anos que Jojo Moyes tornou-se numa das autoras favoritas de muita gente depois de ter lançado o livro "Viver depois de ti''. Após esse lançamento já publicou mais livros, todos eles com muito boas opiniões. 

A autora realmente cresceu como escritora e como alguém que leu as suas obras antes e depois do "Viver depois de ti" percebe essa evolução ao longo destes anos. 
Com o lançamento do seu novo livro, a expectativa era não era grande, era enorme. A sinopse parecia ser fantástica e o resultado final não desiludiu em nada.

36139783"Um mais um" fala de uma família caótica, inadequada em todos os aspectos. Jess é uma mãe solteira, que tenta dar aos seus filhos a estabilidade que precisam nas suas vidas. É uma mulher optimista e determinada, nada lhe parece afectar, e se realmente a afectar, faz tudo com um sorriso no rosto e segue em frente.

Ed Nicholls é um génio informático que sem qualquer intenção maldosa acaba por ver-se numa grande polémica que lhe poderá custar a sua profissão e uns bons anos de vida. Os dois acabam juntos numa viagem até a uma olimpíada de matemática em outro país. A juntar à equação (sem trocadilhos) temos Tanzie (ou Constanza) uma menina que gosta mais de matemática do que bonecas e Nicky, um rapaz meio gótico e que todos pensam que é problemático, mas que no fundo apenas ainda não encontrou ninguém com quem se identificar. Ah e não nos esqueçamos de Norman, o cão da família descrito "tão grande como uma vaca".
Todas as personagens são honestas e reais e é logo o primeiro impacto que temos ao ler o livro. Que esta é uma história que podia perfeitamente ser real. O livro é contado dos quatro pontos de vista (Jess, Nicky, Ed e Tanzie) e Moyes fez um trabalho notável com a caracterização de cada um. Em nenhum momento as vozes das personagens se confundem. Apesar dos capítulos estarem identificados por quem está a narrar, mesmo que não tivessem seria bastante fácil perceber a voz da personagem. Com os diferentes pontos de vista, a autora consegue mostrar uma das muitas qualidades como escritora, não é fácil escrever um livro com tantos POVS sem que se torne confuso, mas Moyes fá-lo de forma exemplar. 

Ainda em relação às personagens, há que analisar a atitude de cada uma e toda a mensagem que o livro transmite. Esta família é desajustada e como tantas outras famílias deste tipo, a maior parte das vezes, parece que nada de bom acontece. Jess mostra que é sempre bom fazer o certo e que tudo o que fazemos de bem temos em retorno, embora em muitas vezes isto não aconteça e ela própria admita que de vez em quando a vida prega-nos uma partida. Mas é importante realçar que a atitude de "nunca desistir" está presente em todo o livro. 

Outro ponto bastante positivo é o facto de mais de metade do livro passar-se em viagem. Adoro livros de viagens e viagens com estranhos ainda melhor. Foi giro ir lendo todas as peripécias que lhes iam acontecendo e ficar de coração apertadinho quando nada corria bem. 

"Um mais um" é de facto um livro fantástico, não há nada de negativo que lhe possa apontar. Tem drama, romance, comédia. A escrita da autora está cada vez melhor e as personagens fazem o livro. Não digo apenas só a Jess ou o Ed, mas todos. É um livro aconchegante que nos mostra uma pequena família com problemas e um amor que se desfez mais rápido do que começou. Que nos mostra que a vida tem uma série de obstáculos mas que a maioria deles podem ser contornados e é possível seguir em frente. Para mim é melhor que "Viver depois de ti" e é até agora, o livro favorito da autora!
Uma mãe por conta própria Jess Thomas faz o seu melhor, dia após dia. É difícil lutar sozinha. E, por vezes, assume riscos que não devia. Apenas porque tem de ser… Uma família caótica Tanzie, a filha de Jess, é uma criança dotada e brilhante a lidar com números, mas sem apoio nunca terá oportunidade de se revelar. Nicky, enteado de Jess, é um adolescente reservado, que não consegue sozinho fazer frente às perseguições de que é alvo na escola. Por vezes, Jess sente que os filhos se estão a afundar… Um desconhecido atraente Ed Nicholls entra nas suas vidas. Ele é um homem com um passado complicado que foge desesperado de um futuro incerto. Ed sabe o que é a solidão. E quer ajudá-los… Uma história de amor inesperada "Um Mais Um – A Fórmula da Felicidade" é um romance cativante e original sobre duas pessoas que se encontram em circunstâncias difíceis.

Encontra as Diferenças: "A Death's Awakening" e "Pale Bricks"







Um pouco assustada, mas sempre está melhor na primeira não acham?


17 de setembro de 2017

Opinião Histórica: "Um Pedacinho de Céu" de Julia Quinn



Ao contrário da saga Bridgertons, este primeiro volume de Smythe-Smith Quartet não me entusiasmou minimamente. Achei este romance "mais do mesmo" não trazendo nada de novo nem aquele entusiasmo que Julia Quinn nos habituou.

Achei que a escritora não conseguiu a quantidade de humor habitual e muito menos a capacidade de transparecer aquela atracção e paixão entre dois protagonistas.

Gostei de Honoria e gostei de Marcus. Gostei de rever personagens, mas apesar de a história não ter nada de mal não consegui viciar-me nem encontrar nada de muito bom.

O que mais gostei foi mesmo as circunstâncias em que eles se conheceram e depois se desenrolou a história. O envolvimento de outra personagem nossa querida também foi um ponto a favor. Mas de resto achei que foi uma leitura lenta, querida, mas lenta.

Até esta opinião foi lenta e pobre.

Quem conhece Honoria Smythe-Smith sabe que, para lá das suas inúmeras qualidades, a jovem tem algumas... enfim... particularidades, nomeadamente:
1. É uma entusiástica (e péssima!) violinista
2. Fica fora de si sempre que alguém diz “Bicho”
3. NÃO está apaixonada (não está!) pelo melhor amigo do irmão
Já Marcus Holroyd, conde de Chatteris, é o seu oposto. É um rapaz tímido e responsável, mais conhecido por:
1. Ser lamentavelmente dado a entorses do tornozelo
2. Carregar o fardo de ser um dos solteirões mais cobiçados
3. NÃO estar (de todo!) apaixonado pela irmã do melhor amigo
Juntos...
1.São grandes amigos
2. Comem quantidades escandalosas de bolo de chocolate
3. Sobrevivem ao pior espetáculo musical do mundo
Julia Quinn tem para eles planos que incluem...
1. Uma febre mortífera
2. Momentos (muito!) embaraçosos
3. Um final desesperadamente romântico

14 de setembro de 2017

A Sair do Forno: As Sete Irrmãs: A Irmã da Tempestade' de Lucinda Riley


Foto de Lucinda Riley.


Bestseller internacional, Nº 1 do Top em Inglaterra, Alemanha e Itália.Este é o 2º volume de uma coleção ímpar inspirada na lenda da constelação de estrelas - As Sete Irmãs.
A irmã da tempestade mantém bem alta a fasquia desta coleção, uma história inspiradora sobre as formas que a vida tem de testar a nossa força, e como arranja sempre forma de nos compensar.
Uma história épica sobre o amor e a perda, dividida em 7 volumes com adaptação a televisão em pré-produção.

Sai em Outubro!

Doce do Momento: ''Dumplin' '' de Julie Murphy


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Depois de 2 anos parado na estante, lá peguei nele.


Self-proclaimed fat girl Willowdean Dickson (dubbed “Dumplin’” by her former beauty queen mom) has always been at home in her own skin. Her thoughts on having the ultimate bikini body? Put a bikini on your body. With her all-American beauty best friend, Ellen, by her side, things have always worked…until Will takes a job at Harpy’s, the local fast-food joint. There she meets Private School Bo, a hot former jock. Will isn’t surprised to find herself attracted to Bo. But she is surprised when he seems to like her back.
Instead of finding new heights of self-assurance in her relationship with Bo, Will starts to doubt herself. So she sets out to take back her confidence by doing the most horrifying thing she can imagine: entering the Miss Clover City beauty pageant—along with several other unlikely candidates—to show the world that she deserves to be up there as much as any twiggy girl does. Along the way, she’ll shock the hell out of Clover City—and maybe herself most of all.
With starry Texas nights, red candy suckers, Dolly Parton songs, and a wildly unforgettable heroine—Dumplin’ is guaranteed to steal your heart.

13 de setembro de 2017

Chegou à Despensa: "Uma Mulher em Fuga" de Lesley Pearse



A única compra da Feira do Livro do Porto foi esta:


Gostei particularmente do marcador que traz:

Normalmente gosto mais do marcador do livro, mas este assim meteu em imagens a colecção que tenho da autora.

Opinião Young-Adult: ''The Sun is also a star'' de Nicola Yoon



Da mesma autora de ''Tudo, tudo e nós'' que eu adorei mas a Ne já não gostou tanto, li em Agosto o ''The Sun is also a star'' que ainda não tem tradução aqui em Portugal.

28763485O livro conta a história da Natasha, uma jovem de 16 anos que aos 8 anos se mudou com a família para os Estados Unidos. O pai, que tinha o sonho de se tornar num actor, veio primeiro para os USA e passado uns anos, a restante família da Natasha (ela e a mãe) seguiram os passos do pai, sendo que o irmão mais novo já nasceu com cidadania americana. O que acontece é que tanto a Natasha como os restantes familiares são emigrantes ilegais e estão em vias de serem deportados, portanto o livro começa no último dia de Natasha na América, tentando apelar aos serviços de migração para que não seja deportada.

Numa dessas reuniões com um advogado ela conhece Daniel, filho de pais coreanos e que já tem toda a vida planeada (pelos pais claro). Com uma educação rigorosa, os pais de Daniel sonham que ele torne-se um médico e entre para as melhores faculdades do país, Claro que não é nada disto que Daniel ambiciona, sendo que o ele realmente quer fazer da vida é ser poeta, algo inaceitável para os pais.

Quando Daniel e Natasha encontram-se pela primeira vez, não temos aqui o típico amor a primeira vista (e ainda bem). O que achei curioso neste livro é o Daniel ser todo sonhador e romântico (daí querer ser poeta) e a Natasha (talvez pela situação em que se encontra) não tem tempo para romances e é muito mais pragmática e ''resolvida da vida'', até porque é ela que tenta com que a família não seja deportada, enquanto a mãe dela já aceitou o destino de serem expulsos do país.

O livro é contado não só pelo ponto de vista da Natasha e do Daniel mas também pelo ponto de vista de todas as pessoas com quem eles se cruzam, desde a segurança da embaixada dos USA, até ao advogado, Não são pontos de vista muito longos e a maior parte nem passa de um capítulo, apenas ficamos com a visão de todas as pessoas a quem a vida de Natasha e Daniel tocaram naquele dia. Gostei bastante deste detalhe, como o livro se passa num só dia, conseguimos ter uma visão global de tudo. Há até uma personagem e um momento que são depois muito importantes no final do livro. Quantas vezes já não andámos na rua e olhámos para uma certa pessoa e imaginámos como seria a sua vida? Aqui a autora faz isso e adorei este outro lado da história. 

Todos estes pequenos pontos de vista também mostram uma filosofia do livro: a do universo (e daí o título). Aqui acabamos por reflectir que todas as nossas acções tem uma consequência e pode não ser directamente na nossa vida, mas pode influenciar a vida de alguém.

O romance também incita a reflexão de um amor racial entre uma negra e um asiático. Gostei disso e das questões que a autora levanta. 
Acho que ainda assim o mais importante aqui é o assunto da emigração da Natasha, de como ela se sente americana, porque desde os 8 anos que só conhece esta cultura e não tem muitas lembranças da sua vida anterior,embora por lei ela seja jamaicana. Faz-nos pensar realmente o que é afinal a nossa nacionalidade, aquela que está escrita num papel ou aquela que sempre conhecemos. 

Apesar de ser um romance (tal como o outro livro da autora) achei este segundo livro muito melhor, aborda muitos temas e passa muitas mensagens, para não falar das características das personagens que são bem diferentes dos típicos livros young-adult contemporaneos. 

Tendo já lido todos os livros desta autora, é esperar que ela escreva mais algum pois sem dúvida que quero ler mais coisas de Nicola Yoon.

Natasha: I’m a girl who believes in science and facts. Not fate. Not destiny. Or dreams that will never come true. I’m definitely not the kind of girl who meets a cute boy on a crowded New York City street and falls in love with him. Not when my family is twelve hours away from being deported to Jamaica. Falling in love with him won’t be my story.
Daniel: I’ve always been the good son, the good student, living up to my parents’ high expectations. Never the poet. Or the dreamer. But when I see her, I forget about all that. Something about Natasha makes me think that fate has something much more extraordinary in store—for both of us.
The Universe: Every moment in our lives has brought us to this single moment. A million futures lie before us. Which one will come true? 


Origem: 'Viver sem ti'' de Jojo Moyes




Achamos que ficou muito melhor sem arvoredo e com céu limpo e vocês?

Mark Owen WOMAN IN YELLOW DRESS ON LAKESIDE BRIDGE Women

12 de setembro de 2017

Ponto de Situação: "Amor Verdadeiro" de Jude Deveraux



Com a sinopse que encontramos na contra capa do livro não podemos adivinhar que esta história será sobre fantasmas. A sorte é que Jude Deveraux não abusa do sobrenatural e acaba por não ser assim tão mau. De qualquer forma acho que acaba por ser algo secundário que mesmo que não estivesse lá não faria grande falta e só se cortariam uns diálogos mais curtos.
Aqui também podemos encontrar muito Amor Verdadeiro mas também muito amor fácil. Estas relações são todas de amor à primeira vista, mais rápidas que uma faísca. Deve ser por serem romances baseados em histórias reencarnadas.
Até metade do livro a história é extremamente viciante e penso que se não tivesse parado para dormir que iria ser assim até ao final do livro, mas lá tive que o fechar e quando o abri no dia seguinte algum do deslumbramento já tinha passado e por isso agora começo a reparar em pormenores que não gosto tanto e que diminuiu um pouco o entusiasmo da leitura. Pormenores estes como: o casamento de Izzy em que a noiva não participa em nada! Todos os personagens serem reencarnações dos antepassados! Serem todos muitíssimos ricos! A relação dos vivos e do morto! A confusão inicial da personalidade de Alix - ela era tudo o que Jared não queria e não gostava mas depois só porque a rapariga é bonita apaga-se tudo, principalmente depois do pai ralhar com ele. Mas ela afinal tem quantos anos?
Fora estes pontos principais a história entusiasma e dá-nos vontade de conhecer o cenário.

Chegou à Despensa: "A Mulher do Meu Marido" de Jane Corry



Os thrillers andam aí! Para quem gosta e para quem quer aprender a gostar.
Cá em casa nunca chegaram tantos, portanto acho que me incluo na última hipótese da frase em cima.

A Entrar no Forno: ''The Upside of Unrequited'' de Becky Albertalli


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Depois do sucesso de ''O Coração de Simon contra o Mundo'' da Becky Albertalli, a Porto Editora volta a apostar nesta autora.

O seu mais recente livro ''The Upside of Unrequited' já teve os direitos vendidos aqui para o nosso país!

Desta vez temos uma protagonista feminina, a Molly, que ao longo da sua vida gostou de imensos rapazes sem nunca dar nenhum passo em frente. Tem como única companhia a sua irmã gémea, Cassie. Mas quando Cassie começa a namorar, Molly começa a sentir-se sozinha. E depois tem outro problema chamado Reid Weirthem, o rapaz com quem Molly trabalha. Para além de ele ser esquisito, não há nenhuma razão para Molly se apaixonar por ele,certo?

Quem gostou desta notícia?

Ponto de Situação: ''Foste sempre tu'' de Carrie Elks


Ora bem, esta é a minha actual leitura mas acho que se continuar assim, não vai continuar a ser actual por muito tempo, calma que é no bom sentido.

Como leio as sinopses na diagonal, não tinha percebido que era um New Adult. Pensei que os protagonistas já fossem mesmo adultos mas o livro começa com a personagem principal com 18 anos, portanto por agora é um YA/New Adult.

Claro está que também não tinha entendido que o livro começava nos anos 90. Interessante ler sobre estes tempo e não haver referências nem a telemóveis, nem a computadores, nem a nada de hoje em dia. Um facto curioso aconteceu ontem, dia 11 de Setembro. Estava muito bem a ler quando chego a uma parte da acção que se passa no dia 11/09/2001, 16 anos antes. A coincidência das datas só mostra o impacto que este dia teve no mundo. Para mim e muita gente, nunca mais nada foi igual. 

Até agora estou a gostar, escrita muito simples e fácil de ler. Não conhecia a autora mas até agora, acho que esta aposta da Planeta foi uma aposta ganha.

A Sair do Forno: ''Saído de um conto de fadas'' de Jodi Picoult e Samantha Van Leer




Um príncipe encantado saído de um conto de fadas para o mundo real.
Uma leitora que quis que o príncipe ganhasse vida e fosse seu.
Unidos pelo destino. Mas será que este amor pode sobreviver à realidade?
A princípio parece um milagre perfeito: Delilah quis que o príncipe do conto de fadas ganhasse vida e se tornasse seu. E assim foi, Oliver saiu, literalmente, das páginas do livro. Mas depois as coisas começam a complicar-se. Para existir no mundo de Delilah, Oliver tem de ocupar o lugar de um rapaz normal. É aqui que entra Edgar, que concorda em desempenhar o papel de Oliver nas páginas do livro preferido de Delilah. Mas justamente quando tudo parece encaixar na perfeição, eis que se dá uma reviravolta… e fica tudo de pernas para o ar.
Neste universo múltiplo, a fronteira entre o que está na página e aquilo que é possível é muito ténue. Será que vão conseguir viver todos felizes para sempre?
«Liberte a criança que há em si! Uma história de aventuras cheia de ação e romance, que vai encher de felicidade as jovens leitoras.» Heat
«Para fãs de Twilight.» Daily Mail
«Uma história inteligente.» Publishers Weekly
«Uma leitura encantadora.» The Beaucoup Review Blogspot
Continuação de:
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11 de setembro de 2017

Chegou à Despensa: "Foste Sempre Tu" de Carrie Elks



Outro livrinho da wishlist que chegou cá a casa. Não sou muito fã da capa, mas a sinopse parece-me bem.

Passatempo: "Uma Viscondessa Fascinante"



Tal como prometido aqui está mais um passatempo. Este livro já nos foi cedido há algum tempo mas só agora conseguimos colocá-lo por aqui. A pilha de prémios é grande para vocês por isso continuem atentos.
O prémio de hoje é da parte da Planeta.


Para se habilitarem a ganhar basta fazer o habitual:
- enviar email para algodaodoceparaocerebroblog@gmail.com
- com nome e morada completa
- com o título do passatempo no assunto do email
- só é válida uma participação por pessoa
- e só podem participar até 30/09/2017.